No último domingo (1º/6), uma operação bem-sucedida dos guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) resultou no resgate de uma codorna-amarela (Nothura boraquira) em Campos dos Goytacazes, no Distrito de Goytacazes. A ação começou quando uma moradora local encontrou a ave no quintal de sua casa. Demonstrando grande cuidado, ela conseguiu conter a pequena ave e imediatamente contatou as autoridades ambientais.
Os guarda-parques rapidamente chegaram à propriedade, realizando o resgate da codorna-amarela. A ave foi então levada ao Parque Estadual da Lagoa do Açu, onde passou por uma avaliação médica. Os exames confirmaram que a codorna estava em boas condições de saúde. Após a confirmação, os profissionais devolveram a ave ao seu habitat, realizando a soltura próxima à unidade de conservação.
A codorna-amarela é nativa da América do Sul e tem como habitat natural as áreas de campo. Esta espécie é frequentemente alvo de caça, prática ilegal por se tratar de um animal silvestre protegido na Mata Atlântica. Alimentando-se de insetos, frutos e sementes, estas aves costumam viver em grupos de até 20 indivíduos. Curiosamente, os ovos escuros da codorna-amarela são chocados pelo macho da espécie.
Sobre o Parque Estadual da Lagoa do Açu
Compreendendo uma área superior a 8 mil hectares, o Parque Estadual da Lagoa do Açu se estende pelos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra, no Norte Fluminense. Este santuário natural é crucial para a preservação de aves migratórias e vegetação de restinga na região, além de abrigar importantes ecossistemas como a Lagoa do Açu e o banhado da Boa Vista.








