Sucessão em Itaboraí: “Vai ser guerra”, teria dito irmão do prefeito da cidade a deputada do PT, pré-candidata à Prefeitura

Alguém precisa dizer ao prefeito de Itaboraí, Marcelo Delalori (PL), que os tempos de ditadura já se foram há anos e que o regime hoje é regido pelo estado democrático de direito, goste ele ou não, e o aviso deve ser estendido ao irmão dele, o deputado estadual Guilherme Delalori, do mesmo partido. O alerta se faz necessário devido ao clima tenso nos ambientes políticos locais, tendo sido denunciado até ameaça, tudo já por conta das eleições de 2024, quando Marcelo vai tentar a reeleição.

Eleito em 2020 com apoio do PT, o hoje prefeito tratou logo de romper com o vice-prefeito, o petista histórico Lourival Casula. Só que agora o partido se prepara para enfrentar Delalori nas urnas. E é exatamente aí que que estaria a causa de toda a tensão.

Segundo voz corrente nos corredores do poder, os irmãos Delalori não gostam de ser contrariados e são adeptos da mesma filosofia bolsonarista do “nós contra eles” e do “bem contra o mal”, embora Marcelo tivesse que bater cabeça para o PT para vencer a disputa em 2020. Aliás, os Delalori só foram parar em Itaboraí, por causa do hoje deputado federal Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, ex-prefeito de Maricá, município de onde Marcelo saiu.

Aliados até bem pouco tempo, Quaquá e os irmãos Delalori hoje seriam mais que adversários. Seriam inimigos, segundo sugere um registro de ocorrência policial pela deputada estadual Rosângela de Oliveira Zeidan, apontada como pré-candidata à Prefeitura de Itaboraí.

À Polícia ela, que é vice-presidente da Assembleia Legislativa, contou que esteve em Itaboraí na semana passada e que foi seguida por dois veículos durante todo o percurso, o que a deputada entendeu como ameaça, uma vez que, segundo contou, teria sido alertada para não ir ao hoje considerado pelo prefeito e o irmão deputado como território dos Delalori.

Já ao portal de notícias Metrópoles a deputada foi mais contundente. “E na mesma semana o deputado Guilherme Delaroli me abordou em um evento com o governador (Claudio Castro) me dizendo para não ir para Itaboraí porque lá vai ser guerra”, ameaça que, segundo ela, teria ocorrido depois de ela ter dito que pretende concorrer à sucessão de Marcelo.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

Artigo anteriorVereador homenageia advogado araruamense com Moção de Aplausos
Próximo artigoOnças pardas são avistadas no Parque Estadual dos Três Picos, na Região Serrana