Professora de São Pedro da Aldeia leva inclusão e inovação no ensino da matemática até o Japão

Elizabethe Gomes irá compartilhar sua metodologia inovadora em uma palestra internacional no Japão. (Arquivo pessoal)

Imagine dedicar uma vida à educação e, depois de mais de 40 anos de trabalho apaixonado, ver seu método de ensino reconhecido mundialmente. Essa é a história inspiradora da professora Elizabethe Gomes, moradora de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, que acaba de receber um convite daqueles que mudam a trajetória de qualquer pessoa: ela será a única brasileira a palestrar na respeitada Universidade de Sankai, em Osaka, no Japão.

Mais do que uma viagem internacional, o convite — feito pela ONG Construir Artel — é um reconhecimento de uma carreira construída com muito carinho e dedicação à inclusão. Elizabethe ganhou destaque ao desenvolver o método “Bethemática”, voltado especialmente para o ensino de matemática a crianças autistas e atípicas. Sua abordagem inovadora busca tornar a lógica matemática mais acessível e acolhedora, mostrando que todos têm potencial para aprender, basta encontrar o caminho certo.

Em suas próprias palavras, Elizabethe resume bem sua missão: “Quero mostrar que a matemática pode ser transformadora. Crianças típicas e atípicas são capazes de aprender quando encontramos a melhor forma de ensiná-las e acreditamos nesse processo”. A frase reflete não só sua prática pedagógica, mas também sua sensibilidade em enxergar talento onde outros veem apenas dificuldade.

A viagem a Osaka está marcada para o dia 15 de novembro e promete ser não apenas um marco pessoal, mas também uma oportunidade de apresentar ao mundo a força da educação inclusiva brasileira. Agora, além dos preparativos para a apresentação, ela busca apoio para realizar esse sonho, que ela faz questão de dividir com todos à sua volta, afinal, como faz questão de destacar, “essa jornada só tem sentido quando vivida em comunidade”.

Histórias como a de Elizabethe nos lembram da importância de acreditar no potencial de cada aluno e do quanto a educação pode transformar vidas — inclusive a de quem ensina.

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