A juíza Daniella Correia Fraga, da Vara Única de Silva Jardim, condenou o ex-vereador Marcelo Araújo de Souza a uma pena de prestação pecuniária equivalente a cinco salários mínimos a instituições sociais públicas ou privadas. A decisão decorre de um processo em que o ex-parlamjentar foi denunciado pelo crime de porte ilegal de munição e armas (artigo 12 da Lei 10.826/2003).
O caso remonta a abril de 2021, quando o Ministério Público cumpriu um mandado de busca e apreensão em sua residência. Na ocasião, foram encontradas munições de pistola e revólver armazenadas de forma irregular. As investigações iniciais estavam relacionadas a denúncias de prática de “rachadinha” no gabinete do então vereador.
Em depoimento, Marcelo Araújo alegou que as munições pertenciam ao seu pai, falecido há cinco anos, e classificou o material como “bala velha”. Inicialmente, ele havia sido condenado a três anos de detenção, mas a pena foi convertida em prestações pecuniárias e sociais.
Carreira política interrompida até 1 de janeiro de 2025
Eleito em 2020 para o mandato de 2021 a 2024, Marcelo não completou seu período no cargo. Em outubro de 2022, ele e todos os vereadores eleitos pelo PL na cidade tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A Justiça Eleitoral entendeu que houve fraude à cota de gênero durante as eleições municipais de 2020, com a utilização de uma candidata “laranja” pelo diretório municipal do partido.
Com uma trajetória marcada por polêmicas, o ex-vereador agora cumpre as sanções judiciais impostas e segue afastado da vida pública até 1 de janeiro de 2025. Ele se candidatou novamente a vereador em Silva Jardim e acabou se elegendo pelo Solidariedade.


