12 de fevereiro de 2026 - 08:22
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Conheça Batanga, o reino africano da nova novela das seis da Globo

Ambientada em um território fictício inspirado em diversas culturas africanas, “A Nobreza do Amor” estreia em 16 de março 

Lar de nobres e guerreiros e dono de riquezas naturais cobiçadas, Batanga é o reino africano fictício que serve de cenário para “A Nobreza do Amor”, próxima novela das seis da Globo, com estreia prevista para o dia 16 de março. Criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, a trama se passa na costa ocidental da África e foi concebida a partir de múltiplas referências históricas, culturais e estéticas de diferentes países do continente, reforçando a ideia de diversidade e afastando estereótipos simplificadores.

Na narrativa, Batanga carrega um passado marcado pela colonização portuguesa e pela luta por independência, conquistada no final do Século XIX após uma guerra liderada por Cayman II, interpretado por Welket Bungué. Com o apoio de Niara, vivida por Erika Januza, e de Jendal, personagem de Lázaro Ramos, o líder conduziu o reino à liberdade e consolidou um período de estabilidade política. Jendal, que se tornaria primeiro-ministro, figura inicialmente como homem de confiança do rei, mas logo revela ambições que mudariam o destino do país.

Para Welket Bungué, ator natural de Guiné-Bissau, a novela propõe um olhar plural sobre a África, construído a partir do Brasil. Segundo ele, a obra reflete a multiplicidade do continente por meio de símbolos, figurinos, esculturas, geografia e da diversidade dos povos, rompendo com a noção de uma África homogênea. Já Erika Januza destaca a importância da valorização da ancestralidade africana na televisão aberta e acredita que o público encontrará na história elementos há muito aguardados, capazes de conectar herança africana e cultura nordestina de forma sensível e potente.

Em tempos de paz, o nascimento da Princesa Alika, interpretada por Duda Santos, marca uma nova fase no reino. Filha única de Cayman e Niara, a herdeira do trono cresce sob a sombra de uma profecia revelada por Oruka, o zelador do oráculo de Batanga, que anuncia a chegada de um mal capaz de ameaçar a dinastia. Como forma de proteção, Alika é prometida em casamento a Jendal, agora primeiro-ministro e viúvo, pai da ambiciosa Kênia, papel de Nikolly Fernandes. A jovem princesa, no entanto, recusa o acordo e passa a interferir nos rumos políticos e econômicos do reino, especialmente nas negociações envolvendo a exploração do tungstênio, metal que sustenta a economia local.

Ao convencer o pai a firmar um acordo com negociantes turcos, representados por Soliman, vivido por Marco Ricca, e por seu filho Omar, personagem de Rodrigo Simas, Alika desperta a fúria de Jendal, que lucrava com um tratado mantido com os ingleses. O conflito de interesses abre caminho para uma virada dramática: apoiado pelos britânicos, Jendal lidera um golpe de Estado, toma o poder e se autoproclama rei de Batanga, ordenando a morte da família real.

O destino trágico é temporariamente interrompido quando Alika aceita se casar com o usurpador para poupar a vida dos pais. Para Lázaro Ramos, que interpreta seu primeiro grande vilão na televisão, o convite para viver Jendal foi motivado tanto pelo desafio artístico quanto pela relevância do texto. O ator destaca a importância da história e o desejo de participar de uma produção que considera marcante, dando vida a um personagem complexo, sedento por poder e prestígio.

O casamento, porém, não se consuma, e a fuga da família real se torna a única alternativa para escapar da tirania e planejar a retomada do trono. Com a ajuda de Omar, apaixonado por Alika, e do chefe da guarda Dumi, vivido por Licínio Januário, o plano é colocado em prática no próprio dia da cerimônia. Durante a tentativa de fuga, Cayman sofre um acidente fatal e, antes de morrer, confia à filha a missão de limpar seu nome, recuperar o reino e seguir um destino inesperado: o Brasil.

Ferido, Omar é capturado pelos soldados de Jendal, enquanto Alika e Niara conseguem embarcar rumo a Natal, no Rio Grande do Norte. De lá, seguem para Barro Preto, cidade do interior onde encontram abrigo na casa de José e Teresa, interpretados por Bukassa Kabengele e Ana Cecília Costa. José, na verdade, é Zambi, irmão de Cayman, que abdicou do trono anos antes para viver ao lado da amada brasileira, conectando definitivamente os destinos de Batanga e do Brasil.

Refugiada em território brasileiro, Alika passa a organizar a resistência contra o tirano, contando com aliados estratégicos dentro e fora do palácio. Dumi finge lealdade ao novo rei para agir como informante, enquanto Chinua, vivido por Hilton Cobra, permanece como conselheiro para fornecer dados decisivos. Fora da corte, os guerreiros Akin, interpretado por André Luiz Miranda, e Ladisa, papel de Rita Batista, fortalecem a luta pela justiça e pela restauração do poder legítimo.

Produzida nos Estúdios Globo, “A Nobreza do Amor” reúne uma equipe extensa de autores, colaboradores e pesquisadores, apostando em uma narrativa que mistura romance, política, ancestralidade e aventura. Com um reino fictício que desperta cobiça, paixões e disputas, a novela promete conduzir o público por uma história marcada por identidade, representatividade e pela eterna batalha entre ambição e justiça.

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