11 de março de 2026 - 07:02
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Nova novela das seis da Globo, ‘A Nobreza do Amor’, aposta em romance entre princesa africana e trabalhador nordestino

Trama ambientada nos anos 1920 conecta um reino fictício da África a uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, unindo romance, aventura e ancestralidade em uma narrativa sobre identidade e justiça

Uma história que atravessa o oceano e conecta culturas, destinos e sentimentos. Assim é “A Nobreza do Amor”, nova novela das seis da Globo, que estreia nesta segunda com a proposta de unir dois mundos distintos em uma fábula afro-brasileira ambientada na década de 1920. A trama acompanha o improvável encontro entre a princesa africana Alika (Duda Santos) e o jovem trabalhador nordestino Tonho (Ronald Sotto), protagonistas de uma narrativa que mistura romance, aventura, humor e drama em meio a conflitos políticos e descobertas pessoais.

Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a novela se passa em dois universos fictícios que dialogam entre si: o reino africano de Batanga e a cidade de Barro Preto, localizada no interior do Rio Grande do Norte. Embora separados geograficamente, os cenários revelam conexões culturais profundas e ajudam a destacar a herança africana presente na formação do Brasil.

A trama tem início em Batanga, antiga colônia portuguesa que conquistou sua independência após uma guerra liderada por Lumumba, coroado Rei Cayman II (Welket Bungué). Ao lado da Rainha Niara (Erika Januza) e da filha, a Princesa Alika, o monarca governa um período de prosperidade no reino, sustentado pela exploração das minas de tungstênio. No entanto, a estabilidade é ameaçada pela ambição de Jendal (Lázaro Ramos), primeiro-ministro do reino e aliado de longa data da família real.

Movido pelo desejo de poder, Jendal trai Cayman II, lidera um golpe de estado e se autoproclama rei após derrotar as tropas leais à coroa com apoio de forças estrangeiras. Com a família real condenada à morte, Alika aceita se casar com o tirano para salvar os pais. A estratégia, porém, abre caminho para uma fuga dramática organizada por aliados do reino. Durante a escapada rumo ao porto, Cayman é ferido mortalmente, mas antes de morrer revela à esposa e à filha o destino para onde devem seguir: o Brasil, onde vive seu irmão Zambi, que abandonou a coroa anos antes para construir uma nova vida.

Exiladas, Alika e Niara atravessam o Atlântico e chegam ao Rio Grande do Norte. Depois de passarem por Natal, seguem para Barro Preto, uma pequena cidade cercada por falésias e marcada pelo encontro entre sertão e litoral. Para garantir segurança, passam a viver sob novas identidades — Lúcia e Vera — enquanto tentam reconstruir suas vidas e aguardam o momento de retornar à África para recuperar o trono de Batanga.

É em Barro Preto que Alika conhece Tonho, funcionário do Engenho Santa Fé. O encontro acontece de maneira inesperada na estação de trem da região, quando o jovem quase esbarra na recém-chegada princesa. A troca de olhares marca o início de uma conexão imediata entre os dois, que compartilham o senso de responsabilidade com suas comunidades e descobrem juntos o despertar de um sentimento até então desconhecido.

No entanto, o romance enfrentará fortes obstáculos. Entre eles estão Mirinho (Nicolas Prattes) e Virgínia (Theresa Fonseca), representantes das duas famílias mais influentes da cidade. Herdeiro do poderoso Coronel Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes), dono do Engenho Santa Fé, Mirinho não aceita perder espaço para Tonho e passa a vê-lo como rival. Já Virgínia, filha do banqueiro Diógenes (Danton Mello), sente-se ameaçada pela chegada de Lúcia e decide transformá-la em adversária.

Enquanto a vida segue aparentemente tranquila em Barro Preto, poucos sabem que a cidade se tornou refúgio de uma realeza africana deposta. Em meio à rotina da pequena comunidade, Alika começa a revelar aos moradores — especialmente a Tonho — um olhar crítico sobre desigualdades sociais e heranças históricas ainda presentes no Brasil, país que havia abolido a escravidão menos de quatro décadas antes.

Segundo os autores, a novela busca revisitar a ligação histórica entre África e Brasil a partir de uma perspectiva que valoriza a ancestralidade e a formação cultural do país. A narrativa propõe refletir sobre identidades, pertencimento e memória, ao mesmo tempo em que constrói uma história de amor capaz de atravessar fronteiras e diferenças.

Com gravações realizadas nos Estúdios Globo e em locações do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro, a produção apostou em cenários naturais que lembram paisagens africanas. Entre os locais utilizados estão o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado, Maracajaú e o Barreira do Inferno, além de cidades como Areia Branca, Mossoró, Guamaré, Macau, Maxaranguape e Tibau do Sul.

Nos Estúdios Globo, foram construídos dois grandes cenários que representam os universos centrais da trama: o reino de Batanga e a cidade fictícia de Barro Preto. A cenografia buscou inspiração em elementos da cultura africana, incluindo símbolos tradicionais e referências arquitetônicas, enquanto a cidade brasileira foi concebida como um lugar “parado no tempo”, com casarios coloridos e uma praça central que remete às novelas clássicas ambientadas no interior.

A caracterização e o figurino também desempenham papel fundamental na construção visual da novela. Em Batanga, a estética foi inspirada em tradições de diferentes povos africanos, com tecidos artesanais, cores vibrantes e peças que remetem à nobreza. Já em Barro Preto, os figurinos dialogam com a moda dos anos 1920 e refletem as personalidades de cada personagem, criando um contraste entre os dois universos.

Com uma narrativa que mistura política, romance, aventura e humor, “A Nobreza do Amor” promete levar ao público uma história marcada por encontros improváveis, disputas de poder e laços culturais que atravessam gerações e continentes. Entre o sertão nordestino e um reino africano fictício, a novela aposta na força da ancestralidade e na capacidade do amor de superar distâncias — inclusive as de um oceano inteiro.

Quem é quem?!

Alika/Lúcia (Duda Santos) – Princesa de Batanga que foge para o Brasil após o golpe de Jendal e passa a viver em Barro Preto com identidade falsa. Determinada a recuperar o trono, encontra o amor ao conhecer Tonho.

Niara/Vera (Erika Januza) – Rainha deposta de Batanga e mãe de Alika. Refugia-se no Brasil, assume nova identidade e passa a dar aulas em Barro Preto, mantendo viva a cultura africana enquanto apoia a luta da filha.

Cayman II/Lumumba (Welket Bungué) – Rei de Batanga e herói da independência do reino. É traído por Jendal e morre durante a fuga da família real.

Jendal (Lázaro Ramos) – Ambicioso primeiro-ministro que dá um golpe e se proclama rei de Batanga. Obcecado por Alika, torna-se o principal vilão da história.

Kênia (Nikolly Fernandes) – Filha de Jendal. Jovem vaidosa e ambiciosa que se encanta com os privilégios do poder.

Mr. Campbell (Michel Blois) – Lorde inglês frio e manipulador, representante dos investidores estrangeiros nas minas de tungstênio de Batanga.

Mr. Jones (João Pedro Zappa) – Assistente de Campbell, teme o superior e faz qualquer coisa para manter seu emprego.

Oruka (Vado) – Ancião responsável pelo oráculo do reino, figura respeitada pela família real.

Chinua (Hilton Cobra) – Conselheiro fiel de Cayman II que continua no palácio após o golpe, ajudando secretamente a resistência.

Dumi (Licínio Januário) – Chefe da guarda real que finge lealdade a Jendal enquanto organiza a resistência para restaurar o trono de Alika.

Akin (André Luiz Miranda) – Guerreiro aliado da resistência que luta para derrubar Jendal.

Ladisa (Rita Batista) – Mulher que se torna guerreira após a morte do marido e passa a lutar contra o tirano.

Omar (Rodrigo Simas) – Jovem turco que se apaixona por Alika e a ajuda a fugir de Batanga. Vai ao Brasil disposto a resgatá-la e derrotar Jendal.

Paxá Soliman (Marco Ricca) – Pai de Omar e poderoso negociante que disputa a exploração das minas de Batanga.

Tonho (Ronald Sotto) – Jovem trabalhador do engenho Santa Fé, honesto e sonhador. Ao conhecer Lúcia/Alika, vive um amor transformador.

Caetana (Cyria Coentro) – Mãe de Tonho, mulher forte que criou o filho sozinha e trabalha como cozinheira no engenho.

José/Zambi (Bukassa Kabengele) – Irmão do Rei Cayman II que abdicou do trono por amor a Teresa e vive no Brasil como engenheiro. Abriga Alika e Niara em Barro Preto.

Teresa (Ana Cecília Costa) – Costureira brasileira e esposa de José/Zambi, com quem construiu vida simples em Barro Preto.

Dona Menina (Zezé Motta) – Parteira, benzedeira e artesã da comunidade, respeitada pelos moradores e considerada uma espécie de sábia local.

Januário (Ítalo Martins) – Filho de Dona Menina e líder da comunidade de colonos. Amigo fiel de Tonho.

Vitalino (Levi Asaf) – Neto de Dona Menina, jovem talentoso na arte da cerâmica.

Ciço Dias (Lucas Queiroga) – Trabalhador do engenho e sanfoneiro das festas da cidade, apaixonado por Mundica.

Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes) – Coronel e dono do engenho Santa Fé. Padrinho de Tonho e figura poderosa em Barro Preto.

Mirinho (Nicolas Prattes) – Filho de Casemiro, jovem mimado e ambicioso que disputa o amor de Lúcia com Tonho.

Graça Bonafé (Fabiana Karla) – Esposa de Casemiro, mulher invejosa que vive competindo com a elite da cidade.

Ana Maria Bonafé (Julia Lemos) – Filha tímida do casal Bonafé, frequentemente ignorada pela mãe.

Mundica (Samantha Jones) – Empregada do engenho que sonha em enriquecer e mudar de vida.

Diógenes Almeida Borges (Danton Mello) – Banqueiro mais rico de Barro Preto, ele tem grande influência sobre a população endividada.

Virgínia (Theresa Fonseca) – Filha mimada de Diógenes, apaixonada por Mirinho e rival de Lúcia.

Marta Almeida Borges (Emanuelle Araújo) – Esposa de Diógenes, mulher sofisticada e referência de elegância na cidade.

Aurelinda Almeida Borges (Antonella Benvenuti) – Filha mais nova de Diógenes e Marta, vive provocando a irmã Virgínia.

Bartolomeu Lobo/Bartô (Fábio Lago) – Prefeito conservador de Barro Preto que resiste à modernização da cidade.

Dôra/Auxiliadora (Vitória Rodrigues) – Esposa do prefeito, busca se encaixar na elite local.

Bastião (João Fontenele) – Vereador fofoqueiro e adulador, aliado do prefeito e apaixonado por Virgínia.

Dona Geralda (Carol Badra) – Dona da pensão e da doceria da cidade, extremamente controladora com o filho.

Adônis (Gabriel Fuentes) – Cabo da polícia, vaidoso e mimado pela mãe.

Onildo Monteiro (Paulo Lessa) – Médico e jornalista que se apaixona por Vera/Niara.

Padre Viriato (Marcelo Médici) – Padre ranzinza da cidade, constantemente provocado pelos moradores.

Belmira (Raíssa Xavier) – Sobrinha moralista do padre, ela guarda um segredo sobre Rita.

Rita de Cássia (Julia Salarini) – Garota travessa criada pelo padre Viriato.

Fortunato Aragão (César Ferrario) – Delegado rude que costuma servir aos interesses dos poderosos da cidade.

Manoel Aragão (Daniel Rangel) – Filho tímido do delegado, apaixonado por Ana Maria.

Maria Helena (Quitéria Kelly) – Esposa infeliz de Fortunato e mãe de Manoel.

Miguel Curi (Eduardo Mossri) – Dono do armazém da cidade, quer ver a filha bem-casada.

Fátima Curi (Kika Kalache) – Esposa dedicada de Miguel, empenhada no futuro da filha.

Salma Curi (Rayssa Bratillieri) – Jovem apaixonada por Tonho, mas que acaba se tornando amiga de Lúcia.

Fuad (João Fernandes) – Comerciante libanês pretendente de Salma.

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