“Lá na Minha Terra”, nova novela da Globo, tem paisagens da Chapada Diamantina

Nova novela das seis da TV Globo acompanha a trajetória de Rosenda, mulher que cria cinco filhos enquanto mantém a esperança de reencontrar o marido desaparecido há mais de 15 anos

A Globo prepara para novembro a estreia de “Lá na Minha Terra”, nova novela das seis criada e escrita por Mario Teixeira, com direção artística de Allan Fiterman. Ambientada na fictícia Lavra Seca, a trama acompanha a família de Rosenda Madeira, personagem de Dira Paes, uma mulher que criou sozinha cinco filhos depois que o marido, Severino (Daniel de Oliveira), deixou a cidade rumo a São Paulo e desapareceu há mais de 15 anos. Mesmo diante da longa ausência, ela nunca perdeu a esperança de reencontrá-lo.

A história ganha como um de seus principais elementos as paisagens da Chapada Diamantina, na Bahia. A região foi escolhida para representar Lavra Seca e recebeu uma equipe de cerca de 100 profissionais durante cinco dias de gravações. Parte do elenco, incluindo Dira Paes, Mateus Solano, Lucy Alves, Danilo Mesquita, Miguel Rômulo, Thardelly Lima e Arianne Botelho, esteve em locais como o Mirante do Camelo, Gerais do Dandá, Cachoeira dos Mosquitos, Morro do Pai Inácio e os complexos de grutas Lapa Doce e Torrinha.

As paisagens de montanhas, cachoeiras, vegetação e formações rochosas ajudam a construir a identidade da novela e também se relacionam diretamente com a trajetória de Rosenda. Arrendatária das terras de Almerindo Mourão (Mateus Solano), um fazendeiro apaixonado por ela, a protagonista é uma pequena pecuarista com raízes na região e experiência na criação de gado. Apesar do interesse de Almerindo, ela permanece fiel à memória de Severino. Com os filhos já adultos e seguindo seus próprios caminhos, Rosenda começa a sentir o peso da solidão e decide deixar a vida que conhece para buscar respostas sobre o desaparecimento do marido em São Paulo.

A relação entre Rosenda e os filhos é o centro emocional da história. Maria Lina (Arianne Botelho) é quem mais se aproxima do jeito da mãe. Corajosa e determinada, a jovem cuida de um pequeno rebanho de cabras e não recua diante de ladrões de gado ou predadores. Assim como Rosenda, acredita que Severino continua vivo e nunca deixou de procurá-lo. Ao longo da novela, Lina também passará por transformações pessoais e profissionais, especialmente depois de conhecer o vaqueiro Raimundo Gerardo (Danilo Mesquita), funcionário de confiança de Almerindo e seu primeiro grande amor.

Interessada em melhorar a realidade ao seu redor, Maria Lina também se aproxima de projetos sustentáveis e de soluções inovadoras ligadas ao meio ambiente e ao empreendedorismo. Para Arianne Botelho, a conexão entre mãe e filha é um dos pontos fundamentais da personagem. A atriz também destacou o significado pessoal das gravações na Chapada Diamantina, onde esteve anos atrás e fez um pedido no alto do Morro do Pai Inácio: protagonizar uma novela da Globo. Agora, voltou ao mesmo local para viver Maria Lina.

Primogênito de Rosenda, Damaso (Miguel Rômulo) segue um caminho bastante diferente do da irmã. Vaqueiro habilidoso e acostumado à vida no campo, é conhecido pela força e pela habilidade na pega do boi, mas encontra dificuldades para lidar com as pessoas. A ausência do pai e a necessidade de ajudar a mãe desde cedo contribuíram para formar sua personalidade mais fechada. Sua vida começa a mudar quando se aproxima da vaqueira Socorro (Lucy Alves), relação que o leva a descobrir novas facetas de si mesmo.

Brícia (Jessica Marques) também tem uma história marcada pela família. Abandonada ainda pequena, foi criada por Rosenda, que sempre lhe dedicou atenção especial. A proximidade com a matriarca provoca ciúmes entre os irmãos, mas Brícia ocupa um papel importante dentro de casa. Professora e responsável pelas contas da família, ela é apresentada como uma mulher bondosa, intuitiva e capaz de perceber situações que passam despercebidas pelos demais.

Conhecido como Dodô, Teodomiro Madeira (Vicenthe Delgado) é o filho do meio e o mais reservado dos irmãos. Sensível e observador, encontra na arte feita com barro e argila uma forma de expressar sentimentos. Dentro da família, assume ainda a posição de ouvinte e confidente dos irmãos. Já Águeda (Carol Pinheiro), a caçula, tem personalidade forte e não costuma abrir mão de suas vontades. Inteligente e corajosa, ainda enfrenta os desafios próprios da adolescência e conta com a companhia constante de Pirata, o cão da família, que vive entre cabras, galinhas, bois e outros animais da propriedade.

Enquanto os filhos constroem seus próprios caminhos, Rosenda precisa lidar com a sensação de que sua função de mãe está mudando. Depois de anos dedicados à família, o vazio provocado pela ausência de Severino se torna cada vez mais evidente. A decisão de procurá-lo representa, portanto, não apenas uma busca pelo marido desaparecido, mas também o início de uma nova fase em sua própria vida.

A Chapada Diamantina se torna parte importante dessa jornada. Segundo Allan Fiterman, a região foi escolhida depois de uma pesquisa para encontrar paisagens capazes de traduzir a dimensão da história. Para Dira Paes, a experiência também foi essencial para a construção de Rosenda e para estabelecer a relação da personagem com a terra onde vive. A atriz define a protagonista como uma mulher profundamente ligada ao lugar e cuja história se mistura às paisagens da novela.

Com a proposta de reunir drama familiar, romance, fé e pertencimento, “Lá na Minha Terra” integra o universo de produções ambientadas no Nordeste que também inclui Mar do Sertão e “No Rancho Fundo”. Produzida nos Estúdios Globo, a novela tem colaboração de Marcos Lazarini, Letícia Mey, Mariana Torres, Pedro Alvarenga e Raul Damasceno. Pedro Brenelli assina a direção geral, Mariana Pinheiro é responsável pela produção e Lucas Zardo pela produção executiva. A direção de dramaturgia é de José Luiz Villamarim. A novela está prevista para 9 de novembro, na faixa das seis da TV Globo.

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