Nesta sexta-feira (8), o município de Silva Jardim celebrou 185 anos de emancipação político-administrativa. A cidade, entretanto, tem pouco o que comemorar, com uma gestão considerada por muitos como autoritária e fechada para o diálogo com a população e com os servidores.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Silva Jardim havia comunicado a meia paralisação dos professores da rede municipal nesta sexta-feira, com redução do período de aulas e concentração da categoria para a realização de uma manifestação pacífica, cujo objetivo seria reivindicar melhores condições de trabalho e a valorização da categoria.
A Prefeitura, ao tomar ciência do movimento, entrou com um pedido judicial de dissídio coletivo de greve, alegando que não houve comprovação de tentativa de negociação prévia frustrada, entre outros requisitos que não teriam sido cumpridos. O documento também sustentou que a paralisação comprometeria a continuidade do serviço público essencial e o calendário letivo, prejudicando alunos e famílias.
Conforme decisão da Justiça, foi deferida a tutela de urgência, que determinou a interrupção imediata da greve e o retorno dos servidores ao trabalho, sob pena de multa no valor de R$ 500 mil ao sindicato e de R$ 5 mil aos diretores por cada dia de descumprimento.
Inconformados e dispostos a terem suas demandas ouvidas, os servidores realizaram uma manifestação pacífica durante a cerimônia de hasteamento da bandeira na celebração do aniversário da cidade, carregando cartazes com reivindicações sobre os direitos da classe. Dentre eles, “Piso salarial é direito, não favor”, “Respeite a carreira docente”, Educação desvalorizada é futuro comprometido” e “Quem educa merece respeito”.
Dentre as principais reivindicações dos servidores, destacam-se o pedido de reajuste salarial de 11%; reajuste do cartão-feira e do vale-alimentação para todos os profissionais da educação, encaminhamento do Plano Municipal de Educação (PME), aprovado em Conferência Municipal; e efetivação da garantia de 1/3 da carga horária.
Até o fechamento da matéria, a prefeita Maira Figueiredo não se manifestou sobre o ocorrido e permanece sem dialogar com os manifestantes.


