Vereador questiona “fiscalização em negócio de família” e cobra apuração em Casimiro

Lelei da Marmoraria cita Ouvidoria, suspeitas na Saúde e pede atuação do Ministério Público para investigar denúncias

Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de Casimiro de Abreu, o vereador Lelei da Marmoraria criticou o que chamou de “transformação da fiscalização em um negócio de família” e levantou questionamentos sobre como a população pode formalizar denúncias e cobrar providências quando, segundo ele, cargos estratégicos estariam ocupados por pessoas com vínculos de parentesco com figuras de poder. O parlamentar afirmou que esse tipo de configuração comprometeria a confiança nos canais oficiais e dificultaria o avanço de reclamações.

Na fala, Lelei declarou que a Ouvidoria do Município — responsável por receber denúncias, reclamações e solicitações — estaria sob comando de pessoa ligada ao presidente do Legislativo local, Vitor de Doca. Para o vereador, nesse cenário, haveria risco de demandas não seguirem adiante. “Como chega alguma coisa? Não chega”, disse, ao sustentar que poderia ocorrer “engavetamento” de denúncias antes que elas alcançassem órgãos responsáveis por apurações e providências.

O vereador também mencionou denúncias envolvendo a administração municipal, citando suspeitas relacionadas a uma servidora da área da Saúde em cargo de confiança e a suposto vínculo com empresa mencionada em apurações ligadas ao chamado “escândalo do combustível”. No mesmo pronunciamento, citou ainda o relato de que uma máquina teria operado “27 horas por dia”, exemplo usado para ilustrar possíveis inconsistências em registros e controles. Ao defender que o caso seja apurado com independência, Lelei afirmou que o tema já está no Ministério Público e que a atuação do órgão seria essencial para dar celeridade às investigações, além de evitar entraves políticos a requerimentos e iniciativas internas.

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