Vice-prefeita de Araruama vira alvo de queixa-crime por declarações em entrevista

Empresário Paulo Polati diz ter sido associado a tentativa de homicídio; defesa pede condenação por crimes contra a honra e indenização de R$ 50 mil

A vice-prefeita de Araruama e secretária municipal de Política Social, Trabalho, Habitação, Terceira Idade e Desenvolvimento Humano, Verônica da Silva Januário de Almeida — conhecida como Verônica do Café Capri — tornou-se alvo de queixa-crime apresentada pelo empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo (Paulo Polati). O documento foi protocolado na Vara Criminal de Araruama e afirma que ele teria sido falsamente associado a uma tentativa de homicídio em entrevista concedida por Verônica ao programa “Portal RC24H”, transmitido ao vivo no YouTube em 16 de abril de 2026, com repercussão em outras redes sociais.

Segundo a petição, assinada pelo advogado Lucas Alcântara de Bragança, a vice-prefeita teria dito que Polati seria “o mais citado como suspeito de ter sido um dos mandantes da tentativa de assassinato do empresário Max dos Medicamentos”, além de usar expressões como “um ato desse é uma tremenda falta de caráter, ele pode ser um inocente, mas pode ser um assassino” e “as pessoas andando do lado de um assassino”. Para o querelante, as falas ultrapassam o debate político e configuram calúnia, difamação e injúria, em um contexto de disputa eleitoral: Verônica apoia o pré-candidato a deputado estadual Carlos Russo, enquanto a esposa do empresário, Luciana Polati, é apontada como pré-candidata em campo oposto.

A defesa sustenta que houve imputação falsa de crime, ofensa à reputação e ataque à dignidade do empresário, destacando a ampla divulgação das declarações em plataformas digitais — o que, segundo o texto, pode agravar a pena em crimes contra a honra. A queixa também cita que Polati é sócio fundador da L&P Atacadista de Materiais de Construção Ltda – EPP, empresa apontada como uma das maiores do setor na Região dos Lagos, e afirma que o episódio teria causado constrangimento, humilhação e abalos emocionais, além de prejuízos à trajetória do empresário na administração pública. Ao final, os advogados pedem a condenação de Verônica e solicitam que a Justiça fixe indenização de R$ 50 mil por danos morais.

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