O Sindicato dos Servidores Públicos de Silva Jardim enviou um ofício à Prefeitura Municipal e à Secretaria de Educação, comunicando a meia paralisação dos serviços prestados pelos profissionais da educação no próximo dia 8 de abril. O ato surge, conforme o documento, após várias tentativas infrutíferas de acordo com o poder executivo local, feitas por meio de reuniões e expedição de ofícios. Diante da falta de retorno e posicionamento da prefeita Maira Figueiredo, os docentes viram como último recurso a necessidade de realizar o protesto na forma de paralisação.
A falta de diálogo com a administração pública foi classificada por eles como “um descaso total para com esta nobre classe de servidores”. Ainda que revoltante, a ausência de posicionamento não surpreende, visto que a gestão da prefeita Maira Figueiredo tem sido constantemente classificada como omissa e negligente, em especial quando se trata das áreas de saúde e educação. A falta de diálogo com os servidores e a indisponibilidade para atender às demandas da população reforça a sensação de desamparo caracterizada por muitos como uma das principais falhas da prefeita.
Dentre as reivindicações feitas pela classe, estão a concessão de reajuste salarial de 11%, migração para carga horária de 18h, atualização da Lei Complementar n ° 142, incorporação da gratificação de regência e valorização profissional da categoria. No ofício, o sindicato detalha que permanece aberto à negociação com a prefeitura.
Conforme o documento, a paralisação ocorrerá da seguinte forma: no turno da manhã, aulas até as 9h30, seguida por concentração em frente à sede da Prefeitura Municipal às 10h; no turno da tarde, aulas até as 15h30 e cumprimento da carga horária restante nas respectivas unidades escolares, sem ingresso em sala de aula; e no turno da noite, aulas até as 20h10.
Foram notificados a respeito da paralisação: Secretaria Municipal de Educação, Ciências e Tecnologia; Câmara Municipal; e unidades escolares de segundo segmento da rede municipal (C. I. E. Adail Maria
Tinoco, CEPM Professora Vera Lúcia Pereira Coelho, Complexo Educacional Sônia Braga Pereira Brandt (CESB), E. E. M. Imbaú, E. M. Omar Faria Alfradique).
Com a manifestação pacífica, os servidores esperam construir uma ponte de diálogo e mudança com a chefe do executivo, chamando atenção para as necessidades da classe que tem carregado nos ombros o peso da falta de visibilidade e de cuidado do poder público.


