4 de fevereiro de 2026 - 02:00
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Como o uso do celular pode causar malefícios para a pele

O uso constante do celular pode impactar não apenas a postura, mas também a aparência da pele, especialmente na região do pescoço. O hábito de abaixar a cabeça repetidamente para olhar ou utilizar o aparelho contribui para o surgimento de rugas profundas nessa área, que possui uma pele naturalmente mais fina e sensível em comparação com outras partes do corpo.

Esse movimento frequente favorece a formação de sulcos conhecidos como “colares cervicais”, linhas horizontais que se tornam mais visíveis com o passar do tempo. Além de fatores já conhecidos por acelerar o envelhecimento, como exposição solar, tabagismo, consumo excessivo de álcool e ação dos radicais livres, o uso prolongado de dispositivos eletrônicos passou a ser considerado um novo aliado do envelhecimento precoce.

O problema ganhou até um nome específico: “Tech Neck”, expressão utilizada para descrever os sinais de envelhecimento provocados pela postura inadequada ao utilizar celulares, tablets e computadores. Especialistas explicam que a pele do pescoço possui cerca de dois milímetros de espessura, apresenta baixa produção de oleosidade natural e sofre constante movimentação devido à dinâmica muscular da região. Movimentos comuns como inclinar a cabeça, falar, mastigar ou virar o pescoço contribuem para o aparecimento inicial de pequenas linhas, que tendem a se aprofundar ao longo dos anos.

Na era das redes sociais e das selfies, o dobramento repetitivo da pele nessa área tem aumentado a procura por tratamentos preventivos e procedimentos estéticos capazes de suavizar essas marcas. Outro fator que contribui para o envelhecimento precoce do pescoço é o fato de a região ser frequentemente negligenciada na rotina de cuidados com a pele. Mesmo pessoas que mantêm atenção ao rosto acabam se esquecendo de incluir o pescoço nos tratamentos diários.

A região também sofre influência direta de agressões externas, como mudanças de temperatura, exposição ao sol, poluição, uso de água muito quente, vento, ar-condicionado e até o contato com perfumes à base de álcool ou bijuterias, que podem causar ressecamento, irritações e alteração da textura da pele.

Para prevenir o problema, especialistas recomendam atenção à postura durante o uso de aparelhos eletrônicos. O ideal é manter a cabeça alinhada, evitando inclinar o pescoço para baixo, e posicionar o celular na altura dos olhos. Já na rotina de cuidados, o uso de sabonetes suaves ou loções de limpeza com ativos calmantes é indicado para a higienização da região. Em seguida, loções tônicas ajudam a preparar a pele para receber produtos com efeito tensor, que podem conter ingredientes como ácido hialurônico de baixo peso molecular, antioxidantes, vitaminas e substâncias que auxiliam na reposição de volume e hidratação.

O uso de protetor solar é indispensável, com fator de proteção mínimo 30 e reaplicação ao longo do dia. No período noturno, após a limpeza, a aplicação de água termal pode ajudar a acalmar a pele, seguida por produtos com vitamina C e outras vitaminas antioxidantes, como B5, E e F, além de ativos renovadores, como alfa-hidroxiácidos, intercalados com fórmulas nutritivas.

Entre os procedimentos estéticos mais utilizados para tratar as linhas horizontais do pescoço está a aplicação de toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, que auxilia na suavização das marcas de expressão. Tratamentos com laser também vêm apresentando bons resultados, assim como técnicas de microagulhamento associado à radiofrequência, que podem ser combinadas com ativos como vitamina C, ácido hialurônico e ácido retinoico.

Para avaliar o melhor tratamento, a recomendação é sempre buscar orientação de um dermatologista, que poderá indicar a abordagem mais adequada de acordo com as necessidades individuais da pele.

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